Outubro Rosa – Prevenção do Câncer de Mama

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RMS lembra que outubro é mês de destaque na prevenção ao câncer de mama. O período é referência mundial para ações voltadas a conscientizar sobre a relevância do diagnóstico precoce da doença. Trata-se do Outubro Rosa, campanha anual realizada mundialmente com o intuito de compartilhar informações sobre o câncer de mama, sua incidência na população feminina, fatores de proteção e meios disponíveis de detecção. O movimento teve início nos Estados Unidos, nos anos 1990, a partir de iniciativa da Susan G. Komen Breast Cancer Foundation. Em 30 anos, alcançou âmbito mundial e a participação de órgãos de saúde do setor privado e entidades governamentais. Durante o Outubro Rosa, é intensificada a divulgação de informações de caráter preventivo, ressaltando a importância de manter a saúde sob constante atenção.

Câncer de mama

O câncer de mama caracteriza-se pela multiplicação desordenada de células portadoras de anomalias. A reprodução dessas células alteradas e sua concentração no tecido mamário conduzem ao desenvolvimento do tumor, com potencial para afetar outros órgãos e tecidos do corpo. Na população feminina mundial, é o tipo de câncer com maior incidência. Também no Brasil, representa o maior número de diagnósticos dentre os diversos tipos de tumores malignos detectados em mulheres. Das diferentes modalidades de tumores na mama já diagnosticadas, o carcinoma ductal infiltrante apresenta maior incidência, segundo o INCA Instituto Nacional de Câncer, compreendendo cerca de 80% do total de casos. O sintoma mais comum é o aparecimento do nódulo, geralmente duro e indolor. Outros sinais de câncer de mama já foram observados, tais como: edema cutâneo semelhante à casca de laranja; retração da pele; ulceração do mamilo; liberação espontânea de secreção, podendo ser transparente ou avermelhada. Pode ocorrer o aumento indevido de linfonodos (íngua) na axila. Ao contrário do que muitos pensam, o câncer de mama também atinge os homens, embora represente apenas 1% dos casos.

Maior incidência no mundo

Há anos que o câncer de mama é o mais incidente em mulheres no mundo. Contudo, no ano de 2020, o número de diagnósticos ultrapassou todos os demais tipos, apresentando a maior incidência na totalidade da população mundial, ambos os sexos. Segundo a Organização Mundial da Saúde, no ano passado, o câncer de mama registrou mais casos que qualquer outra forma. Aproximadamente 2,3 milhões de novos diagnósticos, 24,5% do total de casos em mulheres do planeta e quase 12% de todos os diagnósticos de câncer do ano, ambos os sexos. Foi também a causa mais frequente de morte por câncer entre mulheres, com 680 mil óbitos em 2020, 15,5% de todas as mortes por câncer na população feminina. No Brasil, em 2020, foram 66 mil novos casos, 29% do total de diagnósticos de câncer em mulheres. Houve 18 mil mortes, 16% do total de óbitos por câncer na população feminina brasileira, quase 8% do total de mortes por câncer no país, considerando homens e mulheres. Em 2021, estima-se mais 66 mil novos diagnósticos.

Fatores de risco

Não se pode indicar uma causa específica para o câncer de mama, mas sim um conjunto de fatores relacionados ao maior risco de desenvolvimento da doença. Mulheres a partir dos 50 anos de idade são mais propensas a desenvolver câncer de mama, embora haja casos em jovens e também nos homens. Fatores endócrinos e história reprodutiva podem ser relevantes: menarca precoce (primeira menstruação antes dos 12 anos de idade); menopausa tardia (após os 55 anos); primeira gravidez após os 30 anos; uso regular de contraceptivos orais; terapia de reposição hormonal pós-menopausa. Fatores comportamentais têm influência, embora sem evidências conclusivas acerca de alguns hábitos: ingestão considerável de bebidas alcoólicas; sobrepeso ou obesidade; tabagismo; sedentarismo. A exposição a determinadas substâncias e ambientes, como agrotóxicos, benzeno, campos eletromagnéticos, campos magnéticos, derivados de petróleo e radiação ionizante pode estar associada ao desenvolvimento do câncer de mama. Há que se considerar também a hereditariedade. Mulheres que identificaram casos de câncer de mama e/ou casos de câncer de ovário em familiares, sobretudo em idade jovem, ou câncer de mama em parente homem, podem ter predisposição hereditária.

Diagnóstico precoce e cuidados com a saúde 

A hereditariedade é um fator sobre o qual não há controle, assim como o ciclo reprodutivo da mulher, mas há condições que podem ser modificadas ou geridas de forma cuidadosa, mitigando o risco de desenvolver o câncer de mama. Cuidados com a alimentação e prática de exercícios físicos regulares podem auxiliar na redução da gordura corporal. Amamentar é um fator de proteção. Aconselhável evitar o consumo excessivo de bebidas alcoólicas e não fumar. Terapia de reposição hormonal também é um fator passível de controle. Mulheres que por motivos profissionais são expostas às substâncias e ambientes de risco listados no item anterior devem contar com acompanhamento médico frequente e estar atentas a sintomas. A taxa de cura do câncer de mama alcança 90%, desde que diagnosticado e tratado precocimente. Essencial manter regularidade no comparecimento ao médico para monitoramento da condição de saúde e informar qualquer anormalidade percebida. Fique atenta às ações vinculadas ao Outubro Rosa. Cuide-se e ajude os profissionais médicos a cuidarem de você.

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