29 de outubro é Dia Mundial do AVC – acidente vascular cerebral – data estabelecida em 2006 pela OMS para alertar sobre uma das mais letais e incapacitantes enfermidades conhecidas. Os “derrames cerebrais” ou simplesmente “derrames”, como são comumente denominados os acidentes vasculares cerebrais, resultam em milhões de vítimas fatais e casos de incapacidade permanente todos os anos. Na semana de 29 de outubro, entidades de saúde intensificam as orientações sobre formas de identificar a ocorrência do AVC, pois abreviar o tempo entre os primeiros sintomas e o início do atendimento médico é crucial. Quanto mais rápido o socorro especializado, maiores as chances de sobrevivência e minimização das sequelas.
Estima-se que aconteça uma morte a cada 6 segundos no mundo em decorrência de acidentes vasculares cerebrais. No Brasil, aproximadamente 70 mil óbitos por ano, o equivalente a uma vida interrompida a cada 7 minutos e meio. Trata-se da segunda principal causa de mortes no planeta, condição que também se aplica ao Brasil. Os acidentes vasculares cerebrais são ainda os principais causadores de incapacidade permanente e afastamento definitivo de atividade laboral, dentre todas as doenças existentes. O acidente vascular classificado como isquêmico, quando há obstrução da artéria e interrupção do fluxo sanguíneo, é observado em aproximadamente 80% dos episódios. Nos demais 20%, acontece o acidente vascular hemorrágico, quando há ruptura da parede arterial e extravasamento do sangue para o cérebro.
Um dos principais fatores de risco é a hipertensão arterial. Cerca de 30 milhões de brasileiros são acometidos da doença, mas uma grande parcela não exerce o controle devido, tornando-se altamente suscetível ao acidente vascular cerebral. A fibrilação atrial e outras modalidades de arritmia cardíaca também contribuem significativamente para os casos de AVC, haja vista o elevado risco de formação e desprendimento de coágulos que podem alcançar o cérebro. Fumo, consumo excessivo de bebidas alcoólicas, vida sedentária e dieta desequilibrada são hábitos perigosos, especialmente quando combinados. Os efeitos nocivos do estresse também são fatores de risco, visto que contribuem para o agravamento de doenças cardiovasculares. Nível alto de colesterol ou glicemia e acúmulo de gordura abdominal são condições que não podem ser subestimadas.
Condutas preventivas
– Acompanhamento médico regular e início imediato de tratamento de arritmias cardíacas potencialmente perigosas, caso detectadas.
– Manter a pressão arterial sob vigilância e iniciar tratamento imediato de quadro de hipertensão, caso seja diagnosticado.
– Dieta equilibrada, preferencialmente com orientação profissional.
– Prática regular de exercícios físicos; deve-se evitar o sedentarismo.
– Evitar o fumo e o consumo abusivo de bebidas alcoólicas.
– Controle sobre níveis de colesterol e glicemia.
– Boa rotina de descanso, especialmente se costuma desempenhar atividade profissional por longas jornadas.
– Tratar os efeitos nocivos do estresse e ter atenção a quadros de ansiedade ou depressão.
Identificação de sintomas do AVC
Abreviar o tempo entre os primeiros sintomas e o início do atendimento pode ser determinante no sucesso do tratamento da vítima de AVC. Quanto mais cedo iniciada a intervenção médica, melhores as chances de sobrevivência e recuperação. A seguir, orientações para identificação de sinais da ocorrência do acidente vascular cerebral, para maior agilidade no acionamento das equipes de emergência e antecipação das primeiras medidas de socorro especializado.
– Perda de sensibilidade ou incapacidade de contrair voluntariamente músculos da face, normalmente, apenas em um dos lados; o sorriso parecerá descoordenado ou torto; o rosto dará a impressão de estar com um dos lados imóvel ou bastante dormente; pode haver sensação de formigamento em um dos lados.
– Fraqueza, dormência ou perda de sensibilidade nos membros em um lado do corpo; dificuldade de movimentos simples, como erguer e manter elevados os dois braços simultaneamente.
– Visão turva ou duplicada ou ainda perda repentina da visão, normalmente limitada a um dos olhos.
– Dor de cabeça repentina, intensa e sem causa aparente.
– Alterações na fala; dificuldade de articular expressões simples.
– Tontura, perda de equilíbrio ou dificuldade de andar corretamente.
– Confusão mental; dificuldade de responder a perguntas simples.
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