Instituições prestadoras de serviços de saúde, sejam de natureza pública ou privada, com ou sem fins lucrativos, congregam dezenas de atividades inter-relacionadas e dependem da correta alocação de recursos para subsistirem e evoluírem, como qualquer outra organização. Cabe à gestão hospitalar especializada zelar pelo bom funcionamento destas entidades e orientá-las no sentido da excelência e melhoria permanente. Com vista a tais objetivos, o administrador em serviços de saúde coordena departamentos, direciona o emprego de recursos, delega atividades, soluciona problemas. Listamos algumas funções sob responsabilidade da gestão especializada, para melhor compreensão do papel relevante no bom desempenho das organizações dedicadas aos serviços médicos.
– Implantação de modelos eficientes de controle de estoque, abrangendo tanto materiais de uso em atividade fim quanto nas tarefas de suporte.
– Gestão de recursos humanos, abrangendo processos de seleção, admissão, integração, capacitação e atualização profissional, folhas de pagamento, medicina do trabalho, processos demissionais, acordos coletivos de trabalho.
– Atualização dos procedimentos e tarefas de maneira a adequá-los à legislação e normatizações vigentes, sejam de ordem técnica, trabalhista, de segurança, proteção ambiental, contábil ou voltada à regulamentação de serviços de saúde.
– Implantação e atualização de políticas de gerenciamento de riscos corporativos e de segurança, com indicação de estrutura, pessoas e responsabilidades sobre medidas de caráter emergencial.
– Definição de métricas e indicadores para quantificação dos serviços prestados, com vista a otimizar a aplicação de recursos, execução de tarefas, prevenção de perdas e direcionamento de pessoal.
– Elaboração, implementação e atualização de políticas, procedimentos, instruções de trabalho e normas de execução permanente voltadas à padronização e regulação de serviços e atividades de suporte.
– Elaboração e implementação de política, plano gestor, procedimentos e instruções de trabalho relativas à segurança corporativa, contemplando os segmentos security e safety. Este conjunto normativo deve prever: cronogramas de inspeção e manutenção de equipamentos de controle de acesso, segurança eletrônica e segurança contra incêndio; gestão de serviços de vigilância e proteção patrimonial; planos e simulações de emergência; cronogramas de atualização de projetos de segurança contra incêndio.
– Definição de escopos de serviços, de maneira a subsidiar processos de concorrência e contratação, análises de qualidade e revisões contratuais.
– Gestão de contratos com prestadores de serviços, seguradoras, parceiros em processos de terceirização, convênios médicos.
A gestão profissional assegura que as instituições disponham de pessoal especializado no desempenho de todas as tarefas que contribuam para a melhor percepção da qualidade dos serviços de saúde.
