Dupla homenagem aos profissionais médicos

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A RMS saúda os profissionais de duas especialidades médicas homenageadas nesta semana. A primeira homenagem é dirigida ao Dia do Infectologista, que acontece na segunda-feira, 11 de abril. A celebração imediatamente posterior é voltada à obstetrícia e seus especialistas, em razão do Dia do Obstetra, comemorado em 12 de abril. As duas especialidades perfazem aproximadamente 38 mil títulos profissionais ativos no Brasil (de acordo com a última edição do Demografia Médica Brasil). Através da presente publicação, a RMS homenageia os dedicados médicos e médicas atuantes nos segmentos da infectologia e obstetrícia.

O Dia do Infectologista foi criado em 2006, por sugestão da Sociedade Brasileira de Infectologia. A data foi selecionada com o objetivo de homenagear o médico Emílio Ribas, sanitarista brasileiro nascido a 11 de abril de 1862. Doutor Emílio Ribas foi diretor do Serviço Sanitário do Estado de São Paulo e teve destacada atuação na pesquisa e combate à propagação de doenças infecciosas como a febre amarela e a peste bubônica. Infectologistas pesquisam, orientam ações de prevenção e coordenam o tratamento de doenças infecciosas e parasitárias, ainda causadoras de grande quantidade de óbitos no Brasil e no mundo. Doenças respiratórias agudas, tuberculose, meningite, hepatites, febre amarela, dengue afetam milhões de pessoas anualmente e são objeto de estudo e ações por parte destes especialistas. Infectologia ambulatorial, infectologia hospitalar, controle de infecção hospitalar e infectologia em saúde pública são alguns ramos da especialidade, cujos profissionais são representados pela SBI-Sociedade Brasileira de Infectologia, reconhecida pela Associação Médica Brasileira e pelo Conselho Federal de Medicina como entidade representativa e habilitada a conceder título de especialista. Médicos e médicas especializam-se em infectologia através do programa de estudos com duração de 3 anos, que os habilita a atuar na vigilância epidemiológica junto à população ou no tratamento das doenças em ambiente hospitalar. 11 de abril, Dia do Infectologista, homenagem a Emílio Ribas e aos 4 mil profissionais atualmente em atividade no Brasil.

A segunda homenagem da semana é o Dia do Obstetra, celebrado na terça-feira, 12 de abril. A adoção da data foi inspirada na história de Zenão da Mauritânia, nascido por volta do ano 300 d. C., conhecido por trabalhos voltados à educação e acolhimento de crianças. Monge de vida modesta, Zenão foi nomeado bispo de Verona e faleceu em 12 de abril de 371 d. C.. Venerado na Igreja Católica e na Ortodoxa, Zenão tornou-se São Zenão de Verona, santo protetor dos recém-nascidos e das crianças em tenra idade. A data de falecimento de Zenão, bispo de Verona, serviu de referência para o Dia do Obstetra, celebrado sempre a 12 de abril. A especialização em obstetrícia é vinculada à ginecologia, constituindo dois ramos de uma mesma especialidade denominada “Ginecologia e Obstetrícia”. Embora voltados também à saúde da mulher, médicos e médicas obstetras atuam especificamente no período gestacional, parto e puerpério. A especialidade Ginecologia e Obstetrícia tem grande contingente de profissionais, perdendo em quantidade de títulos ativos apenas para clínica médica, pediatria e cirurgia geral, de acordo com a recente edição do Demografia Médica Brasil. Entretanto, somente uma parcela dos especialistas exerce a obstetrícia. A disciplina integra os cursos de medicina brasileiros desde os anos 1880. A expressão “obstetrícia” adotada na língua portuguesa é provavelmente derivada do verbo do latim que significa “permanecer ao lado”, no sentido de estar sempre à disposição para apoiar, digna dos abnegados profissionais que prestam auxílio no mais importante período da vida da mulher.

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