20 de outubro é uma referência para o setor de saúde: é Dia Mundial e Nacional da Osteoporose. A data foi inicialmente proposta pela Sociedade Britânica de Osteoporose e pela International Osteoporosis Foundation, no ano de 1996, com o intuito de alertar para esta grave enfermidade que torna os ossos frágeis e se desenvolve de forma discreta, muitas vezes percebida apenas quando ocorrem as primeiras fraturas. As entidades públicas e privadas de saúde no Brasil também adotam o 20 de outubro como dia de conscientização sobre os cuidados e diagnóstico precoce da osteoporose. Milhões de brasileiros com mais de 50 anos de idade são acometidos da doença que é incapacitante e produz impactos significativos à qualidade de vida dos portadores.
A osteoporose origina-se do desequilíbrio entre degradação e recuperação do tecido ósseo. Os dois processos ocorrem naturalmente, mas quando a regeneração não é equiparada ao nível da destruição, há redução da densidade óssea, fragilização do tecido e vulnerabilidade a fraturas. Mesmo após a constituição da estrutura óssea, os processos responsáveis pela renovação dos ossos permanecem ao longo da vida, apresentando decréscimo com o avanço da idade. Há um conjunto de células que promove a eliminação de áreas de tecido a ser substituído, enquanto outro conjunto preenche os espaços com tecido renovado, produzido principalmente a partir de cálcio, absorvido com auxílio da vitamina D. Nas pessoas com osteoporose, a retirada de partes da massa óssea é muito mais intensa que a reposição, acarretando redução da densidade e suscetibilidade a fraturas.
Estimativas das entidades internacionais de saúde indicam 200 milhões de pessoas com osteoporose no mundo. No Brasil, o total de casos passa dos 10 milhões, podendo o número ser ainda mais expressivo, pois há quem desconheça já sofrer da enfermidade, atribuindo dores e desconforto a outros fatores não devidamente investigados. Uma entre quatro mulheres após a menopausa desenvolve a doença. Nos homens, 1 a cada 8 com mais de 65 anos. A redução significativa do estrógeno no período pós-menopausa nas mulheres e de testosterona nos homens maiores de 65, ambos hormônios essenciais na regeneração de tecidos, conduz à redução da massa óssea, tornando-os suscetíveis a fraturas graves ocasionadas por traumas mínimos. Uma em cada cinco mulheres que desenvolvem osteoporose correm risco de sofrer até mais de uma fratura em um mesmo ano.
Cuidados com a saúde e diagnóstico da osteoporose
Considerando a informação um dos mais valiosos recursos na proteção à saúde, a RMS transmite orientações de caráter preventivo e voltados à identificação atempada da osteoporose. Leia, reflita e partilhe este conteúdo. Celebre o Dia Mundial da Osteoporose disseminando e praticando bons hábitos.
– Dieta equilibrada e diversificada, com fartura de alimentos ricos em cálcio, vitamina D e vitamina K. Orientações de um especialista podem solucionar deficiências de ingestão dessas substâncias, recorrendo à suplementação, caso necessário.
– Exposição direta ao sol, diariamente se possível, regula a absorção da vitamina D, essencial na prevenção. Necessário que parte considerável do corpo esteja em contato direto com a luz solar, por isso, braços e pernas sem a cobertura de tecidos. Os cuidados para proteção da pele devem ser adotados, de maneira a evitar os malefícios da exposição excessiva.
– Exercícios físicos são sempre recomendados, especialmente se precedidos de avaliação médica e física. Atividades sob luz solar direta ou que promovam fortalecimento da massa muscular, ainda melhor. Para quem já desenvolveu quadro de osteoporose, exercícios exclusivamente sob orientação profissional.
– Fumo é sempre inimigo, por isso, ideal evitar. Quanto ao consumo de bebidas alcoólicas, no mínimo, moderação. O álcool pode ter influência sobre a degradação do tecido ósseo.
– O acompanhamento médico regular é sempre recomendado. Qualquer suspeita de deficiência na ingestão de cálcio e vitamina D, bem como dificuldades de exposição adequada ao sol deve ser comunicada, para a devida orientação profissional.
– Atenção aos seguintes sinais nos idosos e mulheres após a menopausa: redução da estatura; dores constantes nas costas; modificação na curvatura das costas; dores difusas e constantes, sem causa aparente. Pessoas com histórico familiar de osteoporose, com diagnóstico de disfunção na tireóide ou com longo histórico de consumo de corticóides devem ser mais precavidas. Atenção especial às mulheres com menopausa precoce.
– Mulheres em período pós-menopausa e homens com mais de 65 anos devem ser submetidos à avaliação criteriosa, após a ocorrência de fratura.
– Adotar medidas para mitigar os riscos de quedas no ambiente doméstico, grandes causadoras de fraturas em pessoas com limitações de locomoção.
