28 de julho – dia mundial de luta contra as hepatites virais

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As hepatites virais causam a morte de milhões de pessoas no mundo, todos os anos. Com vista a conscientizar o público acerca dos riscos, formas de contágio, prevenção e estruturas de apoio e tratamento, a Organização Mundial de Saúde estabeleceu 28 de julho como Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais. No Brasil, iniciativa idêntica resultou na publicação da Lei 13.802 de 10 de janeiro de 2019, que instituiu o Julho Amarelo, elegendo o mês como referência para políticas e ações voltadas ao enfrentamento destas enfermidades. O dispositivo normativo apresenta a seguinte redação: “Esta Lei institui o Julho Amarelo, a ser realizado a cada ano, em todo o território nacional, no mês de julho, quando serão efetivadas ações relacionadas à luta contra as hepatites virais”.

Os tipos de hepatites

As hepatites virais são classificadas em 5 tipos, nomeadas por letras do alfabeto, cada uma com características, formas de contágio e efeitos específicos. Somente os tipos B e C provocam aproximadamente 1,4 milhão de mortes por ano no mundo. Representa a segunda maior mortalidade dentre todos os grupos de doenças infecciosas conhecidas. O Brasil é um dos países signatários do Plano Estratégico Global das Hepatites Virais, compromisso firmado por nações do planeta no sentido da redução dos indicadores de casos e óbitos até o ano de 2030. Trata-se de um esforço internacional para que as hepatites virais deixem de figurar como ameaça à saúde pública.

Os principais sintomas

A hepatite caracteriza-se por uma inflamação grave do fígado que pode manifestar os seguintes sintomas: febre, náuseas, dor abdominal, fadiga, pele e olhos amarelados, urina escura e coloração anormal das fezes. A hepatite A está relacionada aos hábitos de higiene e é normalmente contraída pela ingestão de alimentos ou bebidas contaminadas. O contágio pelo tipo B decorre do contato sanguíneo ou entre mucosas ou ainda da transmissão por relação sexual. A hepatite C é majoritariamente transmitida pelo sangue e tornou-se a principal causadora de transplantes de fígado no mundo. Apenas portadores da hepatite B desenvolvem a hepatite D, sendo as mesmas as vias de contágio. A contaminação pelo tipo E assemelha-se à hepatite A, sendo o aparelho digestivo a via principal de contágio.

Formas de prevenir

Hábitos de higiene e cuidados no consumo de alimentos e bebidas podem evitar o contágio pelas hepatites A e E. Limpeza de utensílios e superfícies, lavagem de alimentos, desinfecção das mãos e cuidados no consumo da água são excelentes práticas de prevenção. Para o tipo A existe vacina, eficaz e segura, disponível em todo o território nacional. A vacina também é a melhor forma de prevenção contra a hepatite B, mas não a única. Aconselhável usar preservativo no ato sexual e evitar compartilhamento de utensílios que possam conter sangue ou secreções, tais como: lâminas de barbear, escovas de dente, seringas e agulhas, materiais de manicure, pedicure e depilação. Os meios de prevenção contra a hepatite B também se aplicam aos tipos C e D, com exceção de vacina, não aplicável à hepatite C. Quanto a diagnóstico e tratamento para todos os tipos, a rede de serviços de saúde do país dispõe de amplos recursos e toda a orientação necessária.

Julho Amarelo

O Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais e o Julho Amarelo objetivam essencialmente tornar públicas as iniciativas voltadas à prevenção e tratamento, com vista ao alcance das metas de mitigação estabelecidas no Plano Estratégico Global. “Conhecer, evitar, diagnosticar e tratar” são os pilares das políticas de enfrentamento e simbolizam seus objetivos majoritários. O conhecimento sobre as enfermidades, vias de contágio e medidas preventivas é a mais poderosa arma contra a proliferação das hepatites. Diagnóstico precoce e tratamento adequado minimizam as consequências e asseguram a manutenção da vida. A RMS apoia a causa e ajuda a divulgar para todo mundo poder Conhecer, Evitar, Diagnosticar e Tratar as hepatites virais.

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