A data foi estabelecida no ano de 2011, com o objetivo de promover o diálogo acerca da enfermidade, incentivar a divulgação de pesquisas e difundir canais voltados à educação, auxílio no diagnóstico e tratamento, orientação, desmistificação. Nesta semana em que se celebra o dia voltado à discussão e conscientização sobre o vitiligo, RMS disponibiliza este texto e propõe o debate acerca do tema.
O vitiligo caracteriza-se pela diminuição ou ausência dos melanócitos, células responsáveis pela constituição do pigmento que dá cor à pele, a melanina. O portador da enfermidade apresenta pontos de descoloração sobre o corpo semelhantes a manchas. No âmbito da dermatologia, o vitiligo é das doenças que produz maior impacto emocional, embora não seja contagiosa. Não é considerada uma doença grave e não é infecciosa, mas gera transtornos, especialmente decorrentes do preconceito, rejeição e prejuízos à autoestima.
Unilateral ou Bilateral
Pode ser classificado em unilateral ou bilateral. No tipo unilateral, também chamado segmentar, as lesões manifestam-se apenas em uma parte do corpo. No bilateral ou não segmentar, o mais frequente, as manifestações surgem em ambos os lados do corpo, normalmemte a partir das extremidades. Não há prevenção contra o vitiligo, por isso, importante atentar ao surgimento de áreas da pele sem coloração. O diagnóstico clínico é simples, pois a despigmentação produzida pela doença é bastante característica. Exames podem detectar a ausência dos melanócitos que é a causadora das lesões, diferenciando de outras enfermidades com quadro semelhante ou para facilitar a identificação em pessoas com pele naturalmente clara. Na avaliação pelo especialista, o histórico familiar é considerado, pois aproximadamente 30% das pessoas acometidas têm parentes com a mesma enfermidade. Também é investigada a possibilidade de existência de outras doenças autoimunes.
Tipos de tratamento
Não há cura para o vitiligo, mas existem tratamentos que impedem a progressão das lesões e terapias capazes de promover a repigmentação das regiões da pele afetadas. Medicamentos, fototerapias com tipos específicos de radiação ultravioleta, técnicas cirúrgicas com emprego de laser e transplantes de melanócitos são algumas das alternativas para impedir o avanço da doença e recuperar áreas da pele já lesionadas. Em alguns casos, o acompanhamento por psicólogo é aconselhável, haja vista o impacto da doença à qualidade de vida e autoestima do portador. Há pesquisas voltadas à investigação do funcionamento das células de defesa TRM que podem resultar em terapias ainda mais eficazes que as disponíveis atualmente. O tratamento adequado, conduzido por especialista e individualizado, ajustado às condições do paciente, produz excelentes resultados, podendo alcançar a repigmentação completa, sem nenhuma diferenciação de cor.
Vitiligo no Brasil
Aproximadamente 0,56% da população brasileira apresenta manifestações da doença, algo em torno de um milhão e duzentas mil pessoas. Os pontos sem coloração na pele são o principal e quase sempre o único sintoma, embora haja pacientes que reclamam do aumento de sensibilidade nas áreas afetadas. Quando alguma lesão se desenvolve no couro cabeludo, é possível a perda de coloração também nos pelos. Segundo pesquisa da Sociedade Brasileira de Dermatologia, a doença afeta homens e mulheres do país quase equitativamente. Sintomas costumam aparecer ainda na juventude, mas por se tratar de doença crônica, pessoas consultadas entre 22 e 50 anos eram portadoras da enfermidade. A mesma pesquisa da SBD, realizada no ano de 2017, revelou os percentuais de incidência por região brasileira. A ordem é a seguinte, da região com maior percentagem de casos para a menor: Centro-oeste, Sudeste, Norte, Sul e Nordeste.
A importância do diagnóstico
Vitiligo é uma doença incurável, impactante do ponto de vista emocional, mas passível de ser controlada. Quanto mais cedo iniciado o tratamento, melhores os resultados, por isso, diagnóstico precoce é fundamental. Ao sinal de descoloração de partes da pele, deve-se procurar o dermatologista. Investigar o histórico familiar, inclusivamente outras doenças autoimunes, será de grande auxílio. Importante ressaltar que não há remédio milagroso, não há receita caseira para aliviar sintomas ou terapia que funcione igualmente para todos. O sucesso do tratamento está condicionado ao diagnóstico adequado e disciplina por parte do paciente. Vitiligo só pode ser tratado pelo profissional especialista.
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